quinta-feira, julho 21, 2005

Sobre o referendo do Luxemburgo

Do blogue Cabalas:
Quando a França e a Holanda votaram “Não”, apareceram n explicações para este voto, que era um voto racista e xenófobo, que era um voto de egoístas que queriam defender os seus privilégios, que era um voto orientado por razões de política interna, era um voto contra Chirac, etc. etc.
Mas agora que o Luxemburgo vota “Sim”, conclui-se que votou “Sim” porque quer a Constituição!
Ora o Senhor Juncker, Primeiro Ministro luxemburguês tinha dito que se o voto fosse “Não” demitia-se! Assim não vejo porque é que não se conclui que este voto foi um voto causado por puras razões de política interna... (...)

quarta-feira, julho 20, 2005

Os blogues pelo Não

O movimento continua a crescer. Já são 42 os blogues que aderiram a esta iniciativa.

Do suspenso Sítio do Não

Seria certamente mais fácil encontrar vontade política para uma negociação minimalista de um novo tratado do que ultrapassar as consequências políticas dos “nãos” já dados e as hipóteses muito prováveis dos outros “nãos” que não chegaram a ser dados. O adiamento não é sensato, nem eficaz. É uma medida típica do modo como a União está hoje. Adia-se tudo. É uma medida que prolonga o défice democrático actual. Com medo do “não”, foge-se do voto. A insistência num documento morto, e morto pelo voto, é irrealista e denota muita arrogância. É uma medida de cegueira, que hipoteca o realismo dos pequenos passos à sobrevivência da carreira política dos responsáveis por um “grande passo” para o abismo e que não querem admitir que erraram. Todas as ambiguidades de antes, continuam. (...)

De volta ao Não

O Jorge Ferreira do TomarPartido escreveu:

O "NÃO" NÃO PODE DESCANSAR...
Este blogue também foi suspenso
ou foi apenas de férias?

O blogue teve o mesmo destino dos referendos à Constituição Europeia: foi suspenso. No entanto, agora que li o post do Jorge Ferreira, dei comigo a pensar se será essa a melhor solução. Ao suspender este blogue e o próprio movimento, estou a alinhar no jogo dos burocratas de Bruxelas. Não! Não posso fazer isso! Não podemos deixar de falar da Constituição. Porque mesmo morta, ela continua aí...
Mais de um mês depois, o Blogues pelo Não está de volta.

segunda-feira, junho 13, 2005

O que dizem os blogues pelo Não

Dez razões para dizer Não à Constituição Europeia, por Pedro Guedes:

1. A Europa não é um país. Não precisa por isso de uma Constituição a não ser que pretenda - como é o caso - consubstanciar-se num super-Estado, dotado de personalidade jurídica só muito dificilmente revogável. Como documento constituinte, consagra simbologia própria que ninguém lhe encomendou.

2. O super-Estado não tem respeito pela história e identidade europeia: recusaram por isso os tecnocratas que redigiram o tratado qualquer referência às raízes cristãs da Europa, o que somado ao "caso Buttiglione", deixa claro que o monstro burocrático convive mal com os valores fundacionais. Como consequência lógica, vendem-nos um documento que não garante o direito à Vida, os direitos da Família enquanto célula básica da sociedade e os direitos de livre escolha sobre a educação das novas gerações. Estas ambiguidades costumam dizer muito.

3. Os interesses de cada Estado-membro não são preservados. A regra da unanimidade nos processos de tomada de decisão e o direito de veto são mortos e enterrados. O poder legislativo fica por conta de uma Comissão Europeia que ninguém sufraga e a demografia passa a estabelecer o peso dos Estados no seio da União, o que equivale a dizer que, em seguindo assim, a Turquia mandará na Europa não tarda.

4. Com o "sim", é a soberania nacional que dá o berro. Aprovada a Constituição, cabe à UE estabelecer políticas económicas, orçamentais, monetárias, sociais, desportivas, de turismo, saúde, imigração, energia e mais existam. Só por fé inabalável nas bondades dos comissários se poderá pensar que tais políticas visarão defender o interesse nacional e as necessidades dos dez milhões de habitantes da periferia.

5. A Constituição a aprovar (bem como os demais diplomas europeus) terá prevalência sobre a Constituição da República Portuguesa (CRP). Não obstante ser coisa sinistra e texto de fraco berço, a CRP é a nossa lei fundamental e assim deverá permanecer. Consequência simples do que atrás foi dito: os governos que os portugueses elegem democraticamente não serão mais do que uma espécie de governos-civis de poderes limitados, que podem ser severamente sancionados pelo centralismo federal assim que meterem o pé em ramo verde.

6. A Constituição que aí vem é uma porta aberta à imigração clandestina e um convite à islamização da Europa. Recusando-se a referir as raízes cristãs da Europa, o texto não só não dá um sinal positivo, como entrega a Bruxelas a política de imigração e asilo, ao mesmo tempo que deita definitivamente por terra a existência de fronteiras internas. Com a adesão da Turquia - o texto não prevê, irresponsavelmente, quaisquer limites geográficos à Europa - os cidadãos turcos terão liberdade absoluta de circulação e instalação no território da União, podendo votar nas nossas eleições. Preparem-se pois para encarar um partido fundamentalista islâmico nos boletins de voto.

7. A Constituição europeia favorece os aspectos mais sinistros da globalização e o retrocesso dos direitos sociais adquiridos: liberalização dos serviços; políticas de emprego a cargo de Bruxelas, obedecendo a uma visão ultra-liberal da concorrência; agricultura, pescas e têxteis, daqui a uns anos, a invejar as condições que já hoje não lhes são proporcionadas, com o consequente aumento do desemprego em nome de uma falsa produtividade. Enfim, a criação de um corpo sem alma, pouco mais que um hipermercado a que tudo o mais se deve submeter.

8. Aumenta a dependência estratégica da Europa face aos Estados Unidos, no quadro de uma total vassalagem aos interesses da NATO. Ao contrário do que é dito pelo "sim", o que nasce é o enterro de uma eventual política comum de segurança europeia. Manda quem pode e obedece quem deve. E manda Bush.

9. Esta Europa é uma brincadeira muito cara. Mais competências são mais despesas, mais despesas são mais contribuições financeiras dos Estados-membros - que para pagar sempre continuam a servir. Ao mesmo tempo, terminam os apoios comunitários. Agora, o dinheiro vai para Ankara.

10. O dia escolhido pelos políticos do chamado arco constitucional para fazer o referendo - em comunhão de esforços com as eleições autárquicas - seria, só por si, razão bastante para dizer não à Constituição Europeia. Visa apenas distrair as atenções, limitar o debate, evitar explicações incómodas e minimizar os estragos. E eu não gosto de ser comido por parvo.


Nota: Esta é uma iniciativa que visa informar os leitores sobre as várias razões que existem para chumbar a Constituição Europeia e, ao mesmo tempo, estimular o debate e a acção entre os vários blogues pelo Não. Por isso, peço a todos os leitores que enviem ligações de textos e artigos sobre o tema.

O Não em Portugal e outras notas

Na semana em que o semanário Expresso publicou uma sondagem na qual mostra que os portugueses estão divididos no que toca ao referendo ao Tratado Constitucional Europeu, cá venho adicionar mais cinco blogues pelo Não.

É bom saber que mais e mais portugueses estão a abrir os olhos ao que se passa na Europa. É bom saber que o povo português já entendeu que o Não à Constituição não é uma atitude fundamentalista e extremista. É bom saber que os portugueses já perceberam que dizer Não ao tratado, não é o mesmo que dizer Não à Europa.
Afinal, neste país à beira-mar plantado, conhecido pelo seu povo de brandos costumes, parece que estamos no bom caminho!

Aproveito para pedir desculpa a todos os leitores que me seguem e não encontram a actualização desejada neste blogue. Tenho andado extremamente atarefado, mas vou fazendo o que posso.
Agradeço também a todos os que têm divulgado este espaço, espalhando a mensagem do Não por essa blogosfera fora.

Continuemos a construção uma rede de blogues pelo Não ao Tratado Constitucional Europeu!

quarta-feira, junho 08, 2005

Mais blogues pelo Não

Os blogues pelo Não continuam a crescer, dia-a-dia, rumo a uma vasta rede de sítios. Hoje, acrescento mais nove ligações às vinte já existentes.

Em pouco mais de uma semana, este blogue foi visitado por mais de um milhar de pessoas, o que mostra o poder da blogosfera enquanto meio de comunicação independente.
É por isso que - e seguindo a sugestão do JRA - apelo aos bloguistas que tenham escrito (ou lido) algum poste sobre o tema da Constituição Europeia, para que deixem a ligação do texto na caixa de comentários.
Mais uma vez, não importa a cor política ou a posição ideológica. O fundamental é fomentar o debate sobre a questão europeia.

Conto com todos! Leiam! Adiram! Divulguem!

domingo, junho 05, 2005

A lista de blogues pelo Não e algumas notas

Já estão em linha, na coluna do lado direito, as ligações para todos os blogues que aderiram a este projecto.

Se também se juntou a esta iniciativa e não vê o seu blogue entre os presentes, faça o favor de deixar o seu endereço na caixa de comentários.

Uma nota para alguns comentários que surgiram, alegando que havia, entre os membros desta iniciativa, blogues abertamente nacional-socialistas: durante a busca pelos sítios que se ligaram a este movimento, não encontrei qualquer sítio que preenchesse essas características. E mesmo que os houvesse, não vejo qualquer problema, já que a liberdade de pensamento e opinião (ainda) é livre no nosso país. E para mais, um Não de um nazi vale exactamente o mesmo que um Não de outra pessoa qualquer.

Quando pensei iniciar este movimento, já sabia que um dos principais problemas seria congregar, num movimento, pessoas com posições políticas tão distantes e ideias tão antagónicas. Até agora, como se pode facilmente comprovar pela lista de blogues pelo Não, esse problema tem sido vencido.

Faço agora um apelo a todos os bloguistas pelo Não que me lêem e ainda não aderiram ao movimento: Não tenham medo. Não apelamos ao sectarismo, mas sim à união em torno do Não. Estamos juntos pelo debate saudável, contra o caminho que querem dar à Europa. Juntem-se a este projecto. Divulguem este sítio.

sábado, junho 04, 2005

O Não na Europa

Na última quarta-feira, foi a vez dos holandeses dizerem clara e massivamente Não ao Tratado Constitucional Europeu.
No referendo francês, o motivo de tão desastroso resultado foi a conjuntura nacional. Porém, desta vez, não há desculpa que pegue. Os povos que fundaram a União estão manifestamente descontentes com o caminho que esta Europa está a tomar.
Na verdade, não se pode dizer que existe apenas uma única razão para este chumbo. São muitos os motivos que levaram os holandeses e os franceses a recusarem a constituição. Entre os principais estão, por exemplo, a perda de soberania nacional, o perigo da adesão turca e o controverso modelo social.
É hora de, em Bruxelas, os eurocratas interpretarem o descontentamento expresso pelos povos europeus nas urnas. Os mesmos eurocratas que, refugiados na sua torre de marfim, parecem tão distantes e alheios às preocupações das pessoas que supostamente representam.

Por cá, enquanto o governo e a comunicação social varrem o Não para os extremos do espectro político, é hora de pensar nas notícias que chegam do coração da Europa. Extremistas e fundamentalistas que conseguem mais de 60% de votos num sufrágio? Não me parece...
Fundamentalistas são aqueles que recusam ver a realidade que se apresenta diante dos olhos.

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terça-feira, maio 31, 2005

Blogues pelo Não

Antes de mais, quero agradecer a todos os que utilizaram a caixa de comentários do blogue e os seus próprios espaços para apoiar e divulgar esta iniciativa. É com muita alegria e orgulho que vejo já muitos blogues com a imagem do movimento e a ligação para este sítio.
Sei também que há quem tenha problemas em inserir a imagem. Para acabar com as dúvidas, deixo aqui o código para inserir a imagem dos "Blogues pelo Não". Este código deve ser colocado no template do blogue.



Brevemente colocarei aqui a primeira lista de blogues que já aderiram ao movimento. Recordo que, para se juntarem a esta iniciativa, basta inserir o código que deixei aí em cima.

Blogues pelo Não - Leiam, Adiram, Divulguem!
Vamos criar um gigantesco movimento de blogues pelo Não à Constituição Europeia!